Em termos de carreira, isso é bem verdade. É certo que crise pode ser sinónima de oportunidade de desemprego, mas também pode significar progressão na carreira. As crises alteram a percepção do mercado em quase todas as áreas, e isso exige novas competências, maior adaptabilidade e flexibilidade em termos de abordagem da nova situação. É aqui que reside a sua oportunidade para começar um novo sentido para a sua carreira, sem se deixar abater pelas incertezas ou dificuldades.
Quando os mercados se tornam mais difíceis, o que se torna óbvio em contexto de crise, as empresas costumam, por norma, deitar mão a todos os seus recursos humanos no sentido de gizar as melhores estratégias, recolhendo as diferentes visões internas sobre um determinado problema. É o desejo que qualquer gestor de topo, mas que poucas vezes é satisfeito pelos recursos humanos que gere. Este é ponto de partida para um conjunto de princípios que deve ter em conta para distinguir a oportunidade quando ela lhe passa por baixo do seu nariz:
1 – Mostre conhecimento do negócio. Revele sabedoria específica sobre a sua área de actividade, como o tipo de clientes e de negócios em que trabalha. Faça um acompanhamento muito próximo da sua carteira de relações de institucionais, sobretudo os clientes. Confie na suas capacidades para sair da concha e não receie ser interpretado como o "trepador" que quer subir à custa do chefe, já que o seu intuito é bem-intencionado (ver ponto 3): ajudar a sua empresa a ultrapassar a crise.
2 – Ajude a definir estratégias de acção. Mostre proactividade, envolva-se a fundo nos processos em andamento, faça avaliações de progresso e discuta com todos as melhores maneiras de gerir dificuldades e obstáculos.
3 – Favoreça o melhor dos ambientes. A reacção mais previsível ante as dificuldades é a dos respectivos departamentos se isolarem parcialmente, cuidando que as realidades dos outros departamentos não "estraguem" o desempenho do seu departamento. Péssima estratégia. Comunique com os restantes colaboradores da empresa, estão todos a trabalhar para o mesmo, não faz sentido ignorar o insucesso dos seus colegas de trabalho, pois as vitórias e derrotas de uns são de todos. Ajudar não pode ser uma acção vista com cinismo dentro de uma empresa, acima de tudo quando se vive uma crise. E tal não compete só aos "chefes", também cabe aos "empregados".
4 – Desenvolva a sua capacidade de comunicação. Todas as ferramentas e procedimentos até agora sugeridos têm de ser apoiados numa boa capacidade de comunicação e organização. Treine essas competências, aprimore as que já identificou em si e não receie conhecer novas formas de passar a sua mensagem. Para isso tem de se mostrar organizado, pois só assim conseguirá mostrar a solidez dos seus argumentos e das estratégias que tenta propor. Nunca desenvolva acções sem as comunicar às suas chefias, lembrando-as sempre que apenas quer ajudar.

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