1- A vaidade natural: Gostar de escolher roupas e cuidar da imagem faz bem e é natural a todo o ser humano, fazendo parte das etapas de crescimento. A partir dos três anos a criança passa a espelhar-se no adulto e nos moldes sociais e culturais do contexto em que vive.
2- A vaidade anti-natural : apesar de a vaidade ser saudável, na infância ela deve ser enquadrada nas necessidades infantis, sobretudo respeitando a necessidade de brincar da criança.
3- Mini-adulto: a vaidade infantil não pode transformar a criança num mini-adulto. Os pais devem, por isso, estar atentos a alguns comportamentos obsessivos e pouco próprios para a idade dos seus filhos. Preocupações excessivas com dietas ou perda de peso, sem indicação médica, gastos elevados com roupas, acessórios e cosméticos, mas, principalmente, a aparência passar a ser motivo de valorização social são sinais de alerta.
4 – Vaidade saudável: a vaidade saudável é aquela que não impede a criança de sonhar nem de brincar. Permite-lhe reconhecer o seu valor e criar a sua própria noção de vaidade. A atitude dos pais é decisiva neste caso. Devendo estimular os cuidados de imagem e de beleza nos seus filhos, os pais devem simultaneamente transmitir a importância dos valores morais e evitar projectar as suas próprias aspirações. Dessa forma a criança é livre de construir a sua identidade e as suas expectativas de futuro.

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